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Maurício "o Estagiario"

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Published on maio 15, 2024, 11:14 am

Na última quarta-feira (28), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo apresentou uma nova abordagem para o setor agro. Durante o evento, o secretário de Agricultura, Guilherme Piai, assinou resoluções que introduzem o Plano Estadual de Bem-Estar Animal e um novo modelo de identificação da vacinação contra a brucelose, com foco na redução ou até mesmo eliminação da marca a fogo nos animais.

Essa mudança representa um avanço significativo no manejo dos animais e demonstra o compromisso do estado em promover boas práticas e valorizar a pecuária paulista. Além disso, busca-se abrir novos mercados internacionais cada vez mais exigentes em relação ao bem-estar animal.

A vacinação contra a brucelose é obrigatória para as fêmeas entre 3 e 8 meses de idade, realizada apenas uma vez. A Secretaria apresentou um novo modelo de identificação dessa vacinação como alternativa à marca a fogo utilizada nas bezerras. Essa iniciativa visa estimular a produtividade, melhorar a qualidade do manejo e aumentar a segurança dos trabalhadores rurais e médicos veterinários responsáveis pela vacinação. Além disso, contribui para fortalecer a imagem positiva do setor pecuário paulista.

As resoluções assinadas pelo secretário Guilherme Piai estabelecem o Plano Estadual de Bem-Estar Animal, recomendam procedimentos básicos para eventos de concentração e atualizam as diretrizes do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal no Estado de São Paulo. Essa é uma iniciativa pioneira no Brasil, oferecendo aos pecuaristas a opção de não utilizar a marca a fogo nos animais. Aqueles que adotarem o novo modelo terão um manejo mais adequado, reduzindo o estresse dos animais e facilitando o trabalho dos veterinários. São Paulo lidera esse processo como exemplo para outros estados brasileiros, deixando um legado importante.

Durante o evento, foi homenageada a pecuarista Carmen Perez, reconhecida por sua defesa do bem-estar animal. Ela concorda com os benefícios sustentáveis e produtivos dessa inovação, afirmando que “é um grande prazer saber que São Paulo, um estado de muita credibilidade, está abrindo caminho para essa escolha tão importante”. Carmen ressalta ainda que pesquisas realizadas ao redor do mundo têm documentado os danos causados pela marcação a fogo em áreas ricas em terminações nervosas. Ela parabeniza todos os envolvidos nesse projeto transformador para a cadeia produtiva.

Outro homenageado durante o evento foi Mateus Paranhos, professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e especialista em Bem-Estar Animal. Para ele, essa iniciativa representa uma mudança de paradigma em relação à marcação a fogo. Ele destaca que essa é uma medida fundamental para o estado e ressalta a importância de não deixar a cadeia produtiva vulnerável a antigos métodos.

Essa nova estratégia implementada pelo estado de São Paulo traz benefícios significativos para o bem-estar animal, a produtividade e a imagem do setor pecuário. Espera-se que essa alternativa à marca a fogo seja amplamente adotada, garantindo melhores condições para os animais e fortalecendo o agronegócio brasileiro. Mais estados podem seguir o exemplo de São Paulo e contribuir para um futuro mais sustentável na pecuária.

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