A importância da terapia de marca: a jornada rumo ao autoconhecimento empresarial

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Maurício "o Estagiario"

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Published on maio 2, 2024, 4:17 pm

Recentemente, o secretário de cultura de Salvador, Pedro Tourinho, expressou sua frustração com a falta de interesse das marcas em investir em eventos culturais diversos e identitários fora do eixo Rio-São Paulo. Ele criou a iniciativa Novembro Salvador Capital Afro, que recebeu a maior parte do financiamento da prefeitura, enquanto o setor privado se manteve silente até uma provocação pública do próprio secretário no LinkedIn.

Tourinho chama atenção para o que ele chamou de “ralo do patrocínio”. Ou seja, as marcas optam por despejar a maior parte dos seus orçamentos anuais em grandes festivais, sem pensar muito na agência, criatividade e autenticidade das ações. Esse comportamento revela uma desconexão alarmante entre as marcas e seu propósito, assim como com seu público-alvo.

Uma pergunta que surge é: o que faz uma marca colocar dinheiro em algo? Será que estampar o nome ainda é mais valioso do que gerar valor através de outras formas de fomento? O “naming right” basta?

As pessoas jurídicas são diferentes das pessoas físicas, mas também são percebidas com atributos em comum. Marcas têm personalidades próprias – elas têm uma cara, uma voz, uma postura e até mesmo uma ética. São vistas através da mistura de razão e emoção.

Descobrir quem somos e nosso propósito no mundo é um trabalho difícil que pode se estender por toda a vida. Temos amigos, mentores, psicólogos e várias experiências que nos ajudam nesta jornada.

Mas como uma marca descobre quem ela é? Como transformar uma startup promissora e eficiente, mas que ainda não tem sua própria voz ou postura definida, em alguém com quem as pessoas querem se relacionar? É importante que elas estabeleçam conexões significativas com o público e a sociedade para evitar a crise de identidade.

É nesse contexto que entra a terapia de marca. Essa é uma abordagem que auxilia as empresas a compreender sua essência e desenvolver uma estratégia que reflita sua verdadeira identidade. Por meio de questionamentos e reflexões, define-se o propósito, os valores e a personalidade da marca, criando uma base sólida para sua comunicação e estratégia.

A terapia de marca difere da consultoria de branding, pois esta última se concentra na aplicação prática da criação dos elementos visuais (como logo, cores e tipografia), no posicionamento no mercado e na construção da estratégia de comunicação.

Em resumo, a terapia de marca foca no “ser” da marca, enquanto a consultoria de branding foca no “fazer”. Essa jornada rumo ao autoconhecimento da marca consiste em três passos: conhecer seu passado e legado, compreender o mundo atual e seus desafios, e criar e nutrir conexões com o ambiente ao redor.

Portanto, é importante entender que assim como nas pessoas físicas, também vale para as empresas o lema do “conhece-te a ti mesmo”. Ao conhecer sua própria identidade profundamente, uma empresa possui o potencial para projetar uma comunicação autêntica e experiências únicas que atrairão seu público-alvo e criarão uma legião fiel de fãs.

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