A importância da terapia de marca: conhecendo a si mesma para se conectar com o público

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Maurício "o Estagiario"

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Published on maio 2, 2024, 12:43 pm

O secretário de cultura de Salvador, Pedro Tourinho, recentemente compartilhou sua frustração com a falta de interesse das marcas em investir em eventos culturais diversos e identitários fora do eixo Rio-São Paulo.

Em seu projeto Novembro Salvador Capital Afro, a maior parte do financiamento veio da prefeitura (R$ 8 milhões), enquanto o setor privado permanecia calado até que o secretário provocou uma resposta pública no LinkedIn.

Tourinho destaca ainda o que ele chama de “ralo do patrocínio”. Ou seja, as marcas optam por direcionar a maior parte de seus orçamentos anuais para grandes festivais vazios e sem intenção, em vez de criar ações mais relevantes, criativas e autênticas. Esse comportamento revela uma preocupante desconexão entre as marcas e seus propósitos, bem como seu público-alvo.

Então o que leva uma marca a investir dinheiro em algo? Será que ter o nome estampado apenas para mostrar presença ainda é mais valioso do que gerar valor através de outras formas de engajamento? Será que apenas ter os “naming rights” é suficiente?

Crise de identidade e propósito das marcas

Empresas jurídicas são diferentes das pessoas físicas, mas são percebidas com atributos similares. Marcas também têm personalidade própria – uma voz, postura, ética e presença. Elas são vistas sob uma perspectiva mista entre razão e emoção.

Descobrir quem somos e qual é o nosso propósito no mundo pode ser um trabalho árduo e contínuo ao longo da vida. Nós contamos com amigos, mentores, psicólogos e diversas experiências que nos ajudam a descobrir e encontrar um lugar para nós mesmos.

Mas como uma marca descobre quem ela é? Como transformar uma startup promissora e eficiente, mas sem voz ou postura definida, em alguém com quem as pessoas queiram se relacionar? Caso contrário, elas não estabelecem relações significativas com seu público e a sociedade e acabam enfrentando uma crise de identidade.

A terapia de marca é um processo que auxilia as empresas a compreender sua essência e desenvolver uma estratégia que reflita sua verdadeira identidade. Ao fazer questionamentos e reflexões, é possível definir o propósito, os valores e a personalidade da marca, criando uma base sólida para sua comunicação e estratégia.

Isso difere da consultoria de branding, que se concentra na aplicação prática da criação de elementos visuais (logo, cores, tipografia), no posicionamento no mercado e na construção da estratégia de comunicação.

Em outras palavras, enquanto a consultoria de branding foca no “fazer” da marca, a terapia de marca se concentra no “ser”. Essa jornada do “ser” é baseada em três etapas:

1. Autoconhecimento e resgate da memória e legado da marca.
2. Compreensão do mundo atual e dos desafios em mostrar quem você é e no que acredita.
3. Criar conexões autênticas e nutri-las. Onde estar presente, o que fazer e como não ignorar o mundo ao redor. Afinal, é difícil apresentar quem uma marca realmente é se aqueles que a regem não estão atentos ao que está acontecendo no mundo exterior.

Portanto, acredite: o “conhece-te a ti mesmo” também é válido para empresas.

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