Empreendedorismo estrangeiro no Brasil: histórias de sucesso e desafios enfrentados

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Maurício "o Estagiario"

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Published on maio 2, 2024, 10:45 am

O Brasil tem sido um ambiente favorável para empreendedores estrangeiros. Apesar das questões econômicas, como a inflação e a taxa de juros, ainda não estarem no nível desejado, o país viu um aumento de 73% no número de imigrantes que se tornaram Microempreendedores Individuais (MEI) entre 2019 e 2023, de acordo com um estudo do Sebrae baseado em dados da Receita Federal.

É difícil prever quantos dos 74,2 mil MEIs estrangeiros realmente terão sucesso aqui no Brasil, mas existem alguns exemplos de empresários de outras nacionalidades que tiveram muito êxito no mercado brasileiro.

A Forbes entrevistou quatro empreendedores estrangeiros que deixaram seus países de origem para investir no mercado brasileiro e tiveram bastante sucesso mesmo enfrentando diversos desafios ao longo do caminho.

Um dos motivos pelos quais eles escolheram o Brasil foi o fato de o país oferecer um ecossistema completo para novas empresas. Emily Ewell, CEO e cofundadora da femtech Pantys, uma norte-americana, percebeu diversas possibilidades para empreender assim que chegou ao país por meio de uma transferência da sua empresa multinacional farmacêutica.

Ewell afirma: “O país tem um ecossistema desenvolvido de startups e empreendedorismo e também é um dos poucos lugares no mundo que conta com uma cadeia de inovação em várias indústrias. No nosso caso, tínhamos tudo que precisávamos em um só lugar: matéria-prima, fabricação e até branding e comunicação”.

Além disso, ela destaca que o mercado brasileiro é grande, o que proporciona uma excelente oportunidade para lançar novidades e testar o público antes de expandir para outros lugares. Isso foi o que deu coragem a Ewell para deixar o mundo corporativo e empreender no Brasil.

Outro caso interessante é o de Ghislaine Dubrule, CEO e cofundadora da Tok&Stok, que veio da França junto com seu marido em busca de melhores condições de vida. Naquela época, o Brasil era considerado um dos países mais promissores economicamente e apresentava atrativos como cultura, clima e idioma.

Quando chegaram ao país em 1975, enfrentaram dificuldades para mobiliar a casa por conta dos preços altos e da falta de produtos pronta-entrega. Foi então que tiveram a ideia de produzir móveis prontos para serem levados na hora pelo cliente e montados por ele mesmo.

Nicolas Geiger, CEO do grupo francês L’Occitane, sempre enxergou um grande potencial no Brasil. Ele foi responsável pela criação da L’Occitane au Brésil, uma marca franco-brasileira feita com produtos nacionais e expertise francesa. Geiger destaca: “Eu quis aceitar o desafio de criar uma marca com propósito diferente no Brasil, utilizando nossa expertise francesa em cosméticos em um mercado com grande potencial e aproveitando a riqueza da biodiversidade brasileira para encantar o mundo com produtos diferentes, únicos e surpreendentes”.

Os empresários entrevistados também mencionaram os desafios enfrentados durante suas trajetórias no Brasil. Susanna Marchionni, cofundadora e CEO da Planet Smart City, empresa líder global em Cidades Inteligentes Inclusivas, é italiana e destacou as dificuldades de adaptação cultural.

Ewell, da Pantys, mencionou que o maior desafio foi entrar em um mercado pouco explorado e lançar um produto que exigia uma mudança de hábito por parte dos consumidores. A empresa superou esse desafio investindo na criação de conteúdos educacionais para inspirar essa mudança de vida e conscientizar sobre a sustentabilidade.

Geiger, do L’Occitane Group, ressaltou ainda a alta burocracia existente no Brasil como um ponto crítico. Por outro lado, ele elogiou a qualidade dos profissionais brasileiros e a paixão que eles têm ao trabalhar para empresas que os tratam bem.

Para os iniciantes interessados em empreender no Brasil, Marchionni recomenda ter em mente as diferenças culturais entre o país e a Europa. Segundo ela: “O

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