Fim da marcação a fogo: uma nova opção para pecuaristas de São Paulo

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Maurício "o Estagiario"

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Published on maio 11, 2024, 5:13 am

Finalmente, uma boa notícia para os pecuaristas de São Paulo. O governo lançou uma resolução que oferece alternativas aos produtores de gado que vacinam seus animais contra a brucelose, mas não desejam mais usar a marca-fogo na face dos bovinos.

A partir de agora, os pecuaristas poderão utilizar identificadores específicos com cores para diferenciar os tipos de vacina. Os identificadores serão em amarelo e azul para as vacinas B19 e RB51, respectivamente, e vermelho para os animais que testarem positivo para brucelose e tuberculose. Esses identificadores são semelhantes a brincos redondos com marcações específicas. É importante ressaltar que o uso desses identificadores não é obrigatório, mas sim uma opção oferecida aos pecuaristas paulistas.

Essa medida é extremamente relevante pois estudos científicos mostram que a face dos animais é uma das partes mais sensíveis, com um grande número de terminações nervosas. Além disso, a marca-fogo é difícil de ser feita, especialmente por estar localizada próxima aos olhos do animal, demandando muita cautela.

Além da questão do bem-estar animal, também há riscos para as pessoas envolvidas nesse tipo de manejo, como acidentes e exposição à fumaça da queima. Além disso, relatos indicam dificuldades na leitura das marcas durante atividades de fiscalização realizadas por agentes estaduais. O uso da marca-fogo no Brasil tem como finalidade a identificação dos animais e também é adotado em outros países ao redor do mundo.

No entanto, com o avanço da tecnologia, é possível substituir essa forma de identificação por métodos menos invasivos e mais eficazes, como brincos, botões eletrônicos e tatuagens. Essa iniciativa representa um avanço não apenas para o bem-estar animal, mas também para a conscientização das pessoas sobre a importância dessas questões.

Além disso, a adoção de alternativas à marca-fogo na face dos bovinos permite que o agronegócio seja reconhecido como uma atividade preocupada com questões de sustentabilidade, segurança no trabalho e facilitação do manejo dos animais. Espera-se que outros estados sigam o exemplo de São Paulo e adotem medidas semelhantes visando eliminar a marca-fogo na face dos bovinos.

Iniciativas como essa são importantes para promover o bem-estar animal e impulsionar práticas mais sustentáveis no agronegócio. Além disso, demonstram que a tecnologia pode ser aliada na busca por melhores condições tanto para os animais quanto para aqueles envolvidos na produção.

*Carmen Perez é pecuarista e defensora do bem-estar animal na produção agropecuária. Há mais de uma década, ela realiza pesquisas em sua fazenda localizada no centro-oeste do Brasil em parceria com o Grupo Etco da Unesp de Jaboticabal e universidades internacionais. Carmen foi presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) em 2017/2018.

Lembramos que os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem necessariamente a opinião da Forbes Brasil e seus editores.

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