Marca de Fogo na Face dos Bovinos Vacinados Contra Brucelose: Governo de São Paulo lança resolução favorável à não obrigatoriedade

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Maurício "o Estagiario"

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Published on maio 15, 2024, 5:14 am

Finalmente, uma ação favorável à não obrigatoriedade da marca de fogo na face dos bovinos vacinados contra a brucelose. O governo de São Paulo lançou uma resolução que oferece alternativas aos pecuaristas que vacinam seus animais, mas não desejam mais marcá-los dessa maneira.

A partir de agora, será possível utilizar um identificador específico com cores: amarelo e azul para os tipos de vacina B19 e RB51, e vermelho para os animais com diagnóstico positivo para brucelose e tuberculose. Esses identificadores são como pequenos brincos redondos com marcações específicas. É importante ressaltar que essa alternativa não é obrigatória, mas sim uma opção para os pecuaristas do Estado de São Paulo.

Essa iniciativa é extremamente relevante porque pesquisas científicas mostram que a face é uma das partes mais sensíveis do animal, pois possui um maior número de terminações nervosas. Além disso, a marca de fogo é difícil de ser realizada, já que está próxima aos olhos do animal, o qual precisa ser contido com muito cuidado.

Com o avanço da tecnologia, é possível substituir essa forma invasiva de identificação por outras opções mais efetivas e menos dolorosas, como o uso de brincos, botons eletrônicos ou tatuagens. Essa ação favorece tanto ao bem-estar animal quanto à conscientização das pessoas sobre essa questão.

Iniciativas como essa permitem que o agronegócio seja percebido como uma atividade preocupada com questões relacionadas à sustentabilidade, segurança no trabalho e facilitação do manejo dos animais. Espero que outros estados sigam o exemplo de São Paulo e adotem medidas semelhantes para eliminar a marca de fogo na face dos bovinos.

Além disso, essa prática reduz os riscos de acidentes para as pessoas envolvidas nesse tipo de procedimento, como queimaduras e exposição aos vapores resultantes da marcação. Também facilita a leitura das marcas durante as atividades de fiscalização realizadas pelos agentes estaduais.

É válido ressaltar que a marcação a fogo é uma prática comum no Brasil e também em outros países do mundo para identificação dos animais. No entanto, com o avanço da tecnologia, é importante buscar alternativas menos invasivas e mais eficientes.

Assim como Carmen Perez, pecuarista e defensora do bem-estar animal na produção agropecuária, espero que mais estados adotem medidas como essa, visando sempre o cuidado e o respeito aos animais.

Os artigos assinados são exclusivamente responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião da Forbes Brasil.

Fonte: Forbes Brasil

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