Marcação a Fogo na Face de Bovinos Vacinados Contra Brucelose Não Será Mais Obrigatória em São Paulo

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Maurício "o Estagiario"

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Published on maio 11, 2024, 11:13 am

Finalmente, uma ótima notícia para os pecuaristas de São Paulo: a marcação a fogo na face dos bovinos vacinados contra brucelose não será mais obrigatória. Em uma resolução lançada nesta quarta-feira (28), o governo paulista oferece alternativas aos criadores que desejam vacinar seus animais sem utilizar esse método de identificação.

A partir de agora, os pecuaristas poderão utilizar um identificador específico com cores para diferenciar os tipos de vacinas e também identificar animais com diagnóstico positivo para brucelose e tuberculose. Esses identificadores têm formato de pequenos brincos redondos, que possuem marcações específicas. É importante destacar que essa alternativa não é obrigatória, mas agora os criadores do Estado de São Paulo têm a opção de escolha.

Essa medida é extremamente relevante, pois estudos científicos mostram que o processo de marcação a fogo pode causar dor nos animais, já que a região da face é muito sensível devido ao grande número de terminações nervosas. Além disso, realizar essa marcação pode ser difícil, pois ela fica próxima aos olhos dos animais, exigindo um manejo cuidadoso.

Com o avanço da tecnologia e o acesso cada vez maior a outras formas menos invasivas e efetivas de identificação animal, como brincos, botons eletrônicos e até mesmo tatuagens, é possível substituir a prática da marcação a fogo. Essa mudança é positiva tanto em termos do bem-estar animal quanto na conscientização das pessoas sobre as condições em que esses animais são criados.

Outro aspecto importante é o impacto positivo que iniciativas como essa têm no agronegócio, mostrando que esse setor está atento a questões de sustentabilidade, segurança do trabalho e facilitação do manejo. Esperamos que outros estados sigam esse exemplo e também acabem com a obrigatoriedade da marcação a fogo na face dos bovinos.

É fundamental destacar que essa alternativa surge graças aos avanços tecnológicos e à crescente preocupação com o bem-estar animal na produção agropecuária. Iniciativas como essa são importantes para transformar o agronegócio em uma atividade mais sustentável e consciente.

* Carmen Perez é pecuarista e entusiasta das práticas do bem-estar animal na produção animal. Há 14 anos, trabalha intensivamente a pesquisa na fazenda Orvalho das Flores, no centro-oeste do Brasil, juntamente com o Grupo Etco da Unesp de Jaboticabal e universidades internacionais. Foi presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) em 2017/2018.

Lembramos que os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem necessariamente a opinião da Forbes Brasil e de seus editores.

Fonte: [Forbes Brasil](https://forbes.com.br)

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